Cinema – Homem de Ferro Abril 29, 2008
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Exatamente na medida! Perfeito! São essas as frases que descrevem a minha opinião sobre o filme “Homem de Ferro”. O longa conta a história de Tony Stark, um poderoso fabricante de armas norte-americano, que é seqüestrado por terroristas islâmicos. No cativeiro, ele descobre que as armas fabricadas por ele são usadas pelos terroristas para dizimar vilarejos inocentes. Com isso, ele desiste da fabricação de armas, e resolve criar uma armadura supersônica para destruir suas próprias criações. E é justamente ai que a história se desenrola.A história é muito bem desenvolvida, e os 126 minutos de filme passam despercebidos pelo expectador. Com humor na medida certa, trilha sonora escolhida a dedo e efeitos especiais (incríveis!) somente usados no momento certo, o filme agrada a gregos e troianos. Coisa difícil de se acontecer quando se é feita um longa-metragem baseado no enredo de histórias em quadrinhos. Grandes exemplos disso foram os fiascos das adaptações para o cinema de Homem-Aranha e O Quarteto Fantástico. Apesar da história original não ter sido totalmente mantida, o enredo não tem furos. O design da armadura vermelha e dourada, e outros pequenos detalhes foram mantidos como no roteiro original da Marvel.
Algumas cenas como a que Tony Stark testa sua nova armadura pela primeira vez e a que ele tenta galantear sua assistente Pepper Potz, vivida por Gwyneth Paltrow, são impagáveis. E com certeza o grande destaque do filme é a atuação de Robert Downey Jr., que conseguiu captar perfeitamente o espírito do Homem de Ferro. Com todo o seu jeito persuasivo e sedutor, mas principalmente na reviravolta que seu personagem dá, depois que descobre que ele é um dos grandes responsáveis pelas mortes de tantos inocentes no Oriente Médio. Justamente ele que teve problemas com entorpecentes e acabou preso, há cerca de 10 anos atrás, e que muitos juravam que ele não voltaria a mídia, ainda mais tão por cima, da maneira que ele retornou.
CD – Fernanda Takai – Onde Brilhem os Olhos Teus Abril 26, 2008
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A vocalista do grupo mineiro Pato Fu, Fernanda Takai, acaba de lançar um disco solo em homenagem à Nara Leão, composto somente de regravações. A princípio, os fãs do Pato Fu podem se surpreender com a sonoridade de Onde Brilhem Os Olhos Teus, afinal, esse não é o tipo de música gravada pelo grupo, mas a voz doce e suave de Fernanda deu o tom ideal às canções já imortalizadas por Nara Leão.Se alguém que não conheça o trabalho prévio da cantora, e a ouviu cantando MPB, pode jurar que Fernanda nasceu para isso. O projeto, que já existia há muitos anos, só foi realizado agora, devido ao incentivo do produtor Nelson Motta. Fernanda foi feliz na escolha do repertório e no cuidado com os arranjos das canções. Sendo um pouco minucioso da análise do disco, é possível encontrar um resquício do estilo “Pato Fu” de ser. Talvez isso se deva ao fato de outros dois integrantes do grupo estarem envolvidos no projeto de Fernanda.
Os grandes destaques do disco são as canções Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos, que vem mais animadinha do que a versão original, com um backing vocal lindo e um encaixe perfeito na voz da cantora, e Luz Negra, que se transformou em um bolero meio ficção científica. E ainda para a participação de Roberto Menescal, um dos precursores da Bossa Nova, que toca guitarra na canção Insensatez.
Com cerca de 20 mil cópias vendidas no país desde o lançamento, em dezembro de 2007, o disco já foi lançado também no Japão. Onde, para surpresa de muitos, a Bossa Nova é adorada e reconhecida pelos nipônicos. A versão do disco lançada por lá, leva um bônus-extra da canção O Barquinho, cantada em japonês (!).
Show – Nando Reis e os Infernais – Vivo Rio Abril 18, 2008
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Quem foi ao show do Nando Reis na quinta-feira, dia 17, no VivoRio, esperando ouvi-lo cantar o repertório do seu último cd, “Lual MTV”, sentado em um banquinho naquele clima ‘relax’ de praia, tomou um baita susto. Bem, quem já conheçia o ‘ritmo’ do cantor, não levou um susto tão grande assim, pois no mínimo esperava que o show fosse exatamente da maneira que foi.Bem, o que aconteceu? Pra começo de conversa, o cenário do show não lembra em nada o estilo do “Lual MTV”, a não ser pelo fato de todos os músicos estarem sentados. Com um painel com temas marinhos (lindo, diga-se de passagem) ao fundo e muitas flores espalhadas pelo palco, o show começou com um climinha bom pra namorar, com Nando Reis cantando suas músicas mais calmas e românticas como “All Star” e “Espatódea”. Houve uma leve dificuldade em entender o cantor quando ele tentava conversar com o público entre uma canção e outra, devido à deficiência do som da casa. Mas isso não ofuscou o brilho do ótimo show que estava por vir.
Depois de cerca de cinco músicas cantadas no esquema “banquinho e violão”, todo mundo se levanta e sai repentinamente do palco. E para a surpresa do público desavisado, as cadeiras desaparecem e os violões deram lugar às guitarras envenenadas. É então foi que o VivoRio acabou indo ao delírio (inclusive a quase-jornalista que vos fala!).
De maneira elétrica e contagiante, o ruivo retirou algumas canções da época dos Titãs do fundo do baú e juntou com outras de sua carreira solo, fazendo a alegria de todos os presentes. Que por sinal, não tinham uma idade ou ‘tipo’específico. Lá podia ser encontrado desde o pai de família, passando pela patricinha da Zona Sul, chegando até os roqueiros daqueles todo de preto de coturno cheio de piercings.
Depois de duas horas alucinantes de show, onde os Infernais se faziam tão presentes (e destacados) no palco quanto Nando Reis, parecia que o show terminaria ali. E com certeza sairíamos dali satisfeitos com o que tínhamos acabado de assistir. Mas para a surpresa se alguns, Nando Reis e os Infernais voltaram ao palco e o bis veio tão bom quanto o resto da apresentação. Quem ainda se mantinha sentado na área das mesas se levantou, arrastou as cadeiras e cantou, em uníssono, “Whisky a Gogo” e a popular “Do Seu Lado” como se o mundo fosse terminar ali, naquele instante. E assim, o show terminou. Depois de duas horas e meia de pura adrenalina, com o público ainda pedindo bis