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Teatro – Mamãe Não Pode Saber (ÚLTIMA SEMANA) Agosto 20, 2009

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Misture uma empregada que deseja ser atriz, uma adolescente fanha que deseja ser modelo, uma melhor amiga invejosa, um adolescente com crises de identidade, um motorista meio bobalhão, um político corrupto que não consegue decorar os discursos, um assessor parlamentar ainda mais corrupto, uma mãe que se preocupa só com o dinheiro e uma avó rica! Essa é a confusão de ‘Mamãe Não Pode Saber’. Com texto e direção de João Falcão,  a companhia teatral ‘Os Surtados’ é a responsável pela bagunça que acontece no palco, praticamente composto por biombos e portas que fazem parecer a mansão onde vive a família da trama. São somente cinco atores no palco, mas ao todo são 12 personagens. Que, pasme, se reunem ao mesmo tempo no palco durante um blackout.

O texto é leve, e consegue sem muito bem representado pelos atores. Os camareiros são perfeitos, pois a troca de roupa e acessórios acontece com uma rapidez quase inexplicável. Meu personagem favorito é a Srta. Julia, a amiga invejosa interepretada por Rodrigo Fagundes, e suas incansáveis investidas em boicotar a ‘melhor amiga’, principalmente com comida.

Serviço: Mamãe Não Pode Saber

Dias: 25 e 26 de agosto de 2009

Horário: 21h

Teatro Clara Nunes – Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea

Convite amigo a R$ 10

Teatro – Doce Deleite – Teatro Santa Cecília Agosto 16, 2009

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Logo Doce Deleite

A peça já está em cartaz há mais de um ano, e atualmente anda rodando o país. Assisti em Petrópolis, numa curta temporada de apenas um final de semana. Mas o que realmente me interessou, além de querer ver o Reynaldo Gianecchini de malha de balé (desculpa, é mais forte que eu…), foi ver a estréia da Alessandra Maestrini substituindo a Camila Morgado.

Escrita por Alcione Araújo, e dirigida por Marília Pêra (que fez parte da montagem original do texto, nos anos 80, ao lado de Marco Nanini), a peça mostra com transparência o mundo do teatro. O cenário são apenas os dois camarins que permanecem no palco 100% do tempo, e muitas roupas, perucas e acessórios.

A dupla canta, dança, troca de roupa, brinca os camareiros, tira sarro um do outro e arranca gargalhadas da platéia. O timing de ambos é muito bom para comédia e, apesar da estréia de Alessandra, a cumplicidade recém surgida não deixa nada a desejar.

Os momentos de mais riso são, sem dúvida, os que ‘parecem’ ser de improviso, mas tenho cá minhas dúvidas se realmente o são. Com Alessandra e Reynaldo conversando, enquanto se vestem, sobre suas trajetórias até o teatro e a troca de elogios sobre cada um na sua justa (e quase transparente) malha de balé. Ambos me cativaram. Ele, mostrando que não é apenas um rostinho bonito. E ela, que o talento não se resume a voz de cantora lírica. Confesso que tive um momento bem embaraçoso, quando Gianecchini, vestido de mulher, ensina as donas de casa como ‘chupar um sorvete’. Com direito a intruções e exibições bem explicativas, achei um pouco exagerado para a classificação etária de apenas 14 anos.

Pontos para o figurino e trilha sonora. Gianecchini e Alessandra realmente se transformam diante dos nosso olhos. É quase inacreditável o que uma peruca e uma barriga falsa podem fazer. E a trilha sonora, feita por Amora Pêra e Paula Leal, do grupo Chicas, se encaixa perfeitamente e completa a apresentação.

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Teatro – Meu Caro Amigo – Teatro do Leblon Maio 8, 2009

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caro amigo

Re-estréia hoje, em nova sala no Teatro do Leblon, o monólogo musical ‘Meu Caro Amigo’. Escrito por Fernando Barenco e protagonizado por Kelzy Ecard, a peça teatral é livremente inspirada e embalada pelas canções de Chico Buarque. Em tempos onde o trabalho (e os belos olhos verdes) do carioca não saem de moda, ‘Meu Caro Amigo’ não deixa a desejar.

Elzy é Norma, uma professora de História do Brasil já cinquentona, que morre de amores por Chico Buarque.   Norma relata como é sua vida desde o dia em que conheceu Chico e como ele fez parte da vida dela até o momento. Segundo ela, só o compositor foi capaz de traduzir cada um dos seus sentimentos com fidelidade. Sejam eles os sentimentos de rancor pelo pai, de raiva por um dos namorados ou de amor pelo próprio Chico.

A narrativa é rica em detalhes, e mostra a vida de uma mulher comum, que poderia ser sua mãe, irmã mais velha ou a vizinha do andar de cima. O mais impressionante é que a presença Elzy no palco faz com que o público não sinta falta de outros atores em nenhum minuto se quer. Sua voz doce e suas voltas pelo cenário nos deixa completamente fascinados pelo enredo, e quando nos damos conta, ficamos com gostinho de ‘quero mais’.

Serviço: Teatro do Leblon – Sala Fernanda Montenegro

Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon

Tel.: 2529-7700

Sextas e sábados, às 19h e domingos, às 17h

R$ 50

Teatro – Z.É. – Vivo Rio Outubro 9, 2008

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O espetáculo teatral Z.É. – Zenas Emprovisadas, que comemorou recentemente cinco anos em cartaz, estreou nova temporada no dia 07 de outubro, no Vivo Rio. A apresentação é baseada em cenas feitas de improviso com temas sugeridos pela platéia, feitas por Fernando Caruso, Marcelo Adnet, Gregório Duvivier e Rafael Queiroga. E conta sempre com a participação de dois convidados por noite. Um sendo o ‘professor’, que sugere exercícios de improvisação e coordena o show de humor, e outro que participa das improvisações.

A primeira parte da apresentação é uma esquete, e é a única previamente ensaida. Logo após vem os exercícios de improvisação propostos pelo professor da noite, no caso Cláudio Torres. E por último, e na minnha opinião a melhor parte, os desafios. Que consistem em improvisar em cima de temas sugeridos pela platéia. A atriz convidada era Katiuscia Canoro, que faz a Lady Kate no Zorra Total. Que a princípio me pareceu um pouco deslocada, mas fez o público dar boas gargalhadas.

Tirando alguns problemas do Vivo Rio como: garçons transitando o tempo todo e atrapalhando a visão do palco, o som de má qualidade, e platéia inconveniente, a apresentação não deixa nem um pouco a desejar. Os quatro atores fixos tem uma interação e um humor únicos. A renovação que acontece com a participação de convidados faz com que nenhuma cena seja igual a outra já feita por eles.

Os destaques do grupo fixo ficam por conta de Marcelo Adnet, que improvisa versos e rimas cantados ao vivo, acompanhados de dois músicos. E para Gregório Duvivier, que com seu timing para comédia e para a improvisação arrancou gargalhadas do público presente do início ao fim do espetáculo. Tudo bem que ele foi o único que se vestiu de mulher e rolou no chão fingindo uma briga com Katiuscia, e acredito que por isso seja o que mais parece ter se entregue ao propósito do projeto.

A temporada que acaba de começar fica no Vivo Rio até o final do ano nos dias 14 e 20 de outubro, 10, 19 e 24 de novembro e 31 de dezembro. Vale a pena conferir.